Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

A inocência

Tenho quase a certeza que não foi por acaso que nos cruzamos um dia naquela rua e que tu olhaste para mim, tenho quase a certeza que não foi por acaso que nos encontramos no mesmo espaço mais tarde, tenho quase a certeza que não foi por acaso que foste o meu primeiro amor, tenho quase a certeza que nunca vou amar ninguém assim porque... a inocência só se tem uma vez e, perdida, jamais voltaremos a encontrá-la.

Inocentes, só vimos o belo, não temos ódio nem mágoa, não possuÍmos defesas nem máscaras, somos integrais.

Tiveste-me assim: cheia de um amor que hoje não encontras, que ninguém vê, que às vezes nem eu própria sinto, que se perdeu juntamente com a inocência.

O que senti por ti e te dei, foi muito verdadeiro e sincero mas... talvez demasiado cedo. Talvez demasiado coincidente com tantas outras coisas que aconteceram nesse ano, nesses meus 15 anos: a partida de Lisboa, o nascimento do meu irmão mais novo, a constatação de que aquele amor não era para sempre como nas histórias de encantar. Passei a ver, cedo de mais, com olhos de mulher. Comecei a aperceber-me demasiado cedo das injustiças, das falsidades, das mentiras... de tudo aquilo que já falámos, que faz parte do ser humano e com as quais nem sempre conseguimos lidar. Revoltei-me, fechei-me, chorei... possivelmente proibi-me de voltar a ver tudo como belo só para não sofrer.

Mas como tu dizes, como dizem as pessoas que gostam de mim e tal como eu sei na teoria, viver sem amor é demasiado duro, se não dermos não receberemos, se nos fecharmos o mundo fecha-se para nós, se fugirmos resta-nos a solidão... nada mais.

Tenho quase a certeza mais uma vez, que não nos reencontramos por acaso agora. Tenho quase a certeza que o que senti no final da minha última relação era o ponto de partida, mesmo sem eu saber, de algo que, ao fim de 28 anos resolvera vir ao de cima de todas as minhas emoções, sensações e sentimentos. Andei durante muitos anos com esta sensação estranha de que “falta-me qualquer coisa”, sem conseguir entender o quê, sem saber onde procurar.

“- Contigo é tudo muito bom ou muito mau!” – já te disse mais que uma vez. E o mau, sem perceber na altura em que o disse, era somente o deparar-me comigo mesma, com aquele “falta-me qualquer coisa”. Tu não me dás saidaJ Tu não me deixas fugir de mim, dos meus medos, dos meus fantasmas simplesmente porque... tu conheceste-me na minha inocência, com o mais puro dos meus sentimentos, com as palavras bonitas e sentidas que te disse, que te escrevi, com os gestos mais naturais de um carinho, com os beijos ingénuos... conheceste-me na integra por isso, é legitimo indignares-te, gritares comigo, sentires-te magoado com as minhas atitudes e palavras de hoje porque... “falta-me qualquer coisa” que tu já viste e sentiste, que eu perdi, que fazia parte de mim, que me tornava única porque, ser único é ser verdadeiro conosco e com os outros.

Sei que não se volta a ser inocente, mas é tão sábio dizer-se que “temos sempre de manter a criança viva dentro de nós” porque se só formos capazes de ver o mundo com olhos de Homens deixamos de amar.

Não sei se voltarei a reencontrar o amor dentro de mim, a dá-lo incondicionalmente a alguém e ao mundo mas, não quero ficar assim para sempre com esta sensação de que “falta-me qualquer coisa”

publicado por penso_logo_existo às 16:54
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

E por muito que...

... digamos que queremos é viver o presente, que não queremos pensar no que é ou como se chama a relação X ou Y, mais cedo ou mais tarde o bichinho do futuro vem bater-nos à porta como quem diz: - Olha lá, e agora? Queres continuar com isto? E de repente, as dúvidas que não quisemos enfrentar surgem-nos todas de uma vez e, por vezes, até chegamos à conclusão que não, que não queremos continuar porque aquilo não tem futuro.

Mas o que é ter futuro? Ter futuro é caminhar no mesmo sentido, é construir a dois, é, como já ouvi muitas das vezes, "ser um só".

Não acredito que mudamos os outros, não acredito que as cedências por ambas as partes sejam suficientes... porque, o amor não deveria sequer dar lugar a cedências (do Lat. cedere: dobrar; vergar ao peso de; desistir; renunciar; dar-se por vencido).

Nós deveriamos ser tão naturais em relação às relações, quando confrontados com o futuro, como quando o somos quando vivemos o presente. E se gostarmos realmente do que estamos a sentir, eu creio que a pergunta acima mencionada nem sequer nos será colocada!!!

publicado por penso_logo_existo às 16:51
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Depois de...

... já termos acordado ir beber um café no dia seguinte, eu volto a ligar-lhe e pergunto:

- Já combinaste alguma coisa para hoje?

Ele pergunta:

- Mais ou menos, porquê?

E eu respondo:

- Porque não sei se vou aguentar até amanhã! :)

publicado por penso_logo_existo às 15:35
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